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A importância do monitoramento da Estação de Tratamento de Efluentes

Todo condomínio residencial situado em uma área da cidade que não é atendida por rede coletora de esgoto da CAGECE (popularmente conhecida como Sanear) deve possuir uma Estação de Tratamento de Efluentes – ETE própria, sistema responsável por realizar o devido tratamento dos esgotos gerados no empreendimento, de modo que esse efluente tratado possua características que o enquadrem nos padrões de qualidade exigidos pela legislação ambiental vigente (Resolução COEMA nº 02/2017), para que seja descartado de modo a não causar impactos ao meio ambiente.

A implantação de uma ETE nesses casos é, inclusive, ação condicionante imposta pela Prefeitura de Fortaleza à construtora responsável pela obra do condomínio, durante o processo de licenciamento prévio do empreendimento.

Por conta do seu potencial poluidor, toda ETE é passível de fiscalização pelo órgão municipal (Agência de Fiscalização – AGEFIS) e deve possuir licença ambiental emitida pela Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente – SEUMA. De modo a garantir o bom funcionamento do sistema, a SEUMA exige que a operação da ETE seja feita por responsável técnico qualificado, que será responsável também pelo automonitoramento, que consiste em apresentar relatórios periódicos para a SEUMA, relatando a situação de funcionamento e manutenção do sistema de tratamento.

O trabalho do responsável técnico pela operação da ETE consiste em realizar vistorias técnicas no condomínio, verificando o devido funcionamento de todas as etapas do sistema, desde o funcionamento de bombas e motores, verificação das rotinas operacionais diárias da ETE, análises de campo do efluente, e periodicamente os dados levantados nas vistorias devem ser compilados e enviados para a SEUMA na forma do relatório de automonitoramento.

Dessa forma, é importante que a gestão do condomínio escolha um profissional qualificado e experiente para fazer a operação e monitoramento ambiental da ETE, e siga as orientações repassadas por esse responsável técnico, no intuito de evitar o lançamento do efluente fora dos padrões estabelecidos, o que poderá causar sérios impactos ambientais e acarretar pesadas multas para o condomínio.

 

Ataciso C. Mota Neto

Engenheiro Químico

Responsável técnico

AM Engenharia – Soluções em Saneamento

Contato – (85) 9 8807-7106

E mail – [email protected]

 

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